Um ano e dois meses, 410 dias, 9.840 horas, 590.400 minutos. Durante esse tempo, qual fração representaria a quantidade de minutos em que eu passei com a cabeça a quase 3 mil quilômetros daqui? Os números seriam alarmantes.
Confesso que foram muitas madrugadas, muitas aulas, muitas tardes de estudo, muitos encontros com os amigos deixados de lado, único e exclusivamente, em função de uma única coisa. Uma pessoa, na verdade.
Nessa altura do campeonato, contentar-se apenas com o que minha mente imagina não é nada fácil. Então eu me agarro nas únicas possibilidades de me deixar mais perto do que eu tanto quero: telefonemas, cartas, a lembrança de um perfume, “bom dias” todas as manhãs... E isso me faz bem, me faz muito bem. Então eu fico imaginando como seria sem todos esses quilômetros e eu percebo que eu seria a pessoa mais feliz desse mundo.
Eu não vou desisti da idéia sobre as pessoas destinadas, elas sempre ficam juntas no final, certo? Então nosso “final” vai ter que chegar um dia. É nessa certeza que eu me agarro sempre, quando riem de mim, dizem que isso tudo é ilusão minha, que eu sou uma boba e que estão me enganando. Porque eu sei que nada do que me dizem é verdade e só eu preciso saber disso, só eu preciso acreditar em todas as promessas que me deixam feliz, em todos os sonhos e nos “eu te amo”.
E quando nosso “final” chegar ele vai ser apenas o começo de tudo que formamos aqui, com todos esses quilômetros entre a gente, e nós vamos olhar pra trás e provar a todo mundo que nada disso foi em vão. E nosso conto de fadas vai ser tornar realidade, mas o encanto não vai acabar a meia noite.
sábado, 14 de novembro de 2009
"do nosso amor a gente é quem sabe"
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009
coisas que eu não sei dizer olhando pra você

A vida é uma coisa meio complicada e cada passo que damos, cada escolha, cada palavra, cada gesto e, até mesmo, cada batida do coração pode mudar muita coisa. Ainda mais quando se trata da minha vida, já que sou tão insegura, tão pessimista, tão dramática e que, por natureza, já gosto de complicar as coisas.
Eu aprendi que algumas pessoas nos roubam, outras nos devolvem. De certa forma, foi você quem me ensinou isso. E foi você que me devolveu à mim, que abriu meus olhos e me fez enxergar o que seria melhor pra mim. Eu sinto que preciso retribuir toda essa ajuda, de alguma forma. Eu só não sei como...
Você me fez acreditar que eu não tenho que estar sozinha sempre, me faz querer estar no MSN todos os dias depois das 22h, me faz contar os dias para as quartas-feiras (mesmo que seja o dia mais temido da semana haha), você me faz bem.
Eu sei que posso não demonstrar isso, eu até tento, mas na hora as palavras vão embora e eu fico sem saber o que fazer. Minha insegurança contribui muito, eu tenho medo de ser apenas mais uma. Mas como já me disseram, eu nunca tenho medo de arriscar, eu sempre aposto todas as cartas em uma mesma jogada. Então eu posso estar blefando, ou não. Sendo assim, eu vou arriscar mais uma vez.
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sexta-feira, 24 de julho de 2009
"B"erfeição
“Eu aprendi que perfeito não é uma coisa completamente sem erros, uma coisa impecável; Eu aprendi que algo sai perfeito quando fazemos o melhor que podemos fazer.”
Eu escutei essas palavras há uns dois anos atrás e nunca mais as esqueci. Palavras que me fizeram parar e refletir por um bom tempo. Que me fizeram ver que a perfeição idealizada é algo utópico, nós somos seres humanos e não Deuses! Até porque existem 6 bilhões de pessoas no mundo, 6 bilhões de opiniões e não é possível agradar à todos. Essa é a ordem natural das coisas. Fato!
O que pode ser o ideal da perfeição para alguns é capaz se tornar ridículo aos olhos de outras pessoas que possuam uma forma diferente de ver as coisas. Isso é normal.
Mas, na tarde de quinta-feira do dia 25 de junho de 2009, quando aquelas 38 pessoas deram as mãos, pediram coragem e ajuda a Deus, confiaram em cada um que estava ali e prometeram fazer o melhor que podia eu senti uma confiança enorme. Foi naquela união inesperada, naquela corrente forte que se estendia ali, em todas aquelas vozes que diziam “seja feita a Vossa vontade”, naqueles olhos que brilhavam com uma mistura de nervosismo, medo, tensão e ansiedade que todos nós entramos nas coxias do teatro. As luzes se apagaram, todos fizeram silêncio, mas dava pra ouvir alguns suspiros, respirações fortes de quem estava tentando se acalmar e então foi anunciado: “Chegou o grande momento. Eles dizem que o fundamental não é ser campeão, o fundamental é ser 2ºB! E então, da obra de Jane Austen, o 2º ano “B” apresenta Orgulho e Preconceito!” Os gritos que surgiram a seguir me deixaram ainda mais nervosa, meu coração parecia que estava criando vida própria e que ia sair sozinho pulando pelo palco a qualquer momento. Então a música começou a tocar, as pessoas foram se calando... Agora era a minha hora de entrar, parecia que meus pés não queriam obedecer, mas eu tinha outra escolha? Fechei meus olhos, respirei fundo e andei até o foco, eu estava tremendo e era impossível reconhecer alguém da platéia nas condições que eu estava, mas aquela era a hora que eu e mais 37 pessoas tínhamos pra mostrar a todo o mundo o que sabíamos fazer. Era a hora que eu tinha pra provar pro meu pai que eu era sim capaz, não só eu como todas aquelas pessoas que pela convivência de alguma forma se tornaram meus irmãos; pra deixar meus avós emocionados e orgulhosos; pra mostrar a minha mãe que aquela minha empolgação de 3 meses tinha sim um propósito e não era pura tolice como eu acho que ela pensava que fosse. Aquela família, o 2º ano “B”, tinha aquele momento pra mostrar pra todos que vaiaram, pra todos que tiveram o despeito de julgar de forma errada e pra todos que não acreditaram, - apenas aquele momento - pra mostrar o porquê de estarmos alí. Estávamos ali pra mostrar quem era o 2º ano “B”, pra testar a capacidade de nós mesmos. E então eu falei, falei aquela definição que eu já estava cansada de repetir de frente pro espelho, mas que naquele momento eu tinha prazer de pronunciar, porque aquele era o grande dia!
As cortinas se abriram, o som do “piano” foi se espalhando pelo ambiente e então veio a primeira cena, aquela que todos nós já estávamos cansados de assistir, que já sabíamos todas as falas de cor, mas naquele momento parecia algo inédito aos nossos olhos. E a cada fim de cena, a cada salva de palmas, a cada reação da platéia dava pra sentir a alegria que tomava conta de quem estava nas coxias esperando sua hora de entrar. Aquelas trocas de olhares, aqueles sorrisos trocados nos bastidores era a prova de toda a satisfação, de toda a confiança. Tudo estava dando certo, era isso que importava.
E então chegou a hora da cena final, com todo o elenco no palco. Era tão bom ver que todo mundo estava levando á sério, que todos tinham realmente incorporado seus personagens: Caroline Bingley com sua indiferença e elegância, Mary com seu jeito culto sempre censurando as irmãs, Lydia e Kitty completamente eufóricas com os militares e os bailes, Sr. Bennet e seu ar de reprovação e desinteresse, Sra. Bennet com os nervos a flor da pele, Jane e Bingley completamente apaixonados, Darcy confuso, lutando contra seus sentimentos, Elizabeth Bennet com todo seu orgulho e sua personalidade forte. Eram exatamente aqueles personagens do livro que tinham ganhando vida ali na minha frente. Aquilo era Inglaterra, 1797. Aquilo era o 2ºB, o meu 2ºB, mostrando o que era capaz de fazer!
A platéia se levantou pra aplaudir de pé, toda aquela gritaria dos espectadores, todos aqueles sorrisos de orgulho, aqueles olhos marejados, toda aquela sensação de dever cumprido. Valeu à pena! Dava pra ver a alegria tomando de conta de todas aquelas 38 pessoas que estavam em cima do palco. Ah... aquelas 38 pessoas! Emocionadas, eufóricas, aliviadas, unidas. Todas com apenas uma certeza: não estavam ali pra ser melhor que ninguém, estavam ali pra serem melhores que elas mesmas, pra superar seus limites. O que passou 5 meses sendo sonhado por aquele grupo de pessoas estavam se tornando realidade naquele momento, estávamos ali pra sentir o prazer da sensação de dever cumprido que todo o nosso esforço proporcionou, ganhar seria apenas uma conseqüência, não o único propósito. E só de estarmos ali, tão felizes, tão orgulhosos, tão unidos, já éramos vencedores!
Foi naquela tarde de quinta-feira, do dia 25 de junho de 2009 que eu tive uma única certeza: a gente chegou à perfeição!
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
where dreams come true

Há 365 dias atrás, quase nesse mesmo horário, eu estava entrando no quarto do melhor hotel de todos, o que foi cenário de muitos momentos engraçados, hilários, desastrosos, politicamente corretos, cansativos, eufóricos, e mais do que tudo, inesquecíveis. Talvez, à 365 dias atrás, nesse mesmo horário, eu já estava no meio da International Drive de Orlando, uma International Drive quase deserta devido o horário, no meio de uma fila pra usar o telefone público, com a intenção de acordar os pais e avisar que eu tinha chegado. Talvez eu ainda estivesse no ônibus, ainda à caminho da cidade onde nossos sonhos se tornam realidade. Ah, tanto faz, o horário e a sequência dos fatos não importam muito agora. O importante foram as lembranças inesquecíveis dos melhores dias da minha vida. E a ficha demorou pra cair, só quando eu botei os pés naquele lugar que eu tive a certeza:eu estava no Walt Disney World.
Toda a expectativa, as contagens regressivas, os preparativos, a ansiedade, a alegria de chegar em um país novo e bem diferente do seu, as surpresas, alguns costumes diferentes, o começo de novas amizades, as fotografias, os momentos “vamos descobrir como essa coisa do hotel funciona”, o primeiro parque: Magic Kingdom, a perfeição de cada detalhe, aquele Sol quente, o calor, os copões de coca-cola, os donnuts no café da manhã, as fugas secretas do hotel, de madrugada, para ir ao super mercado ou à procura de comida, a bagunça, as quedas, o Epcot e a primeira montanha russa, o desespero nos primeiros luppins, os cochilos no ônibus, os banhos de chuva – e toda a minha sorte com brinquedos que tinham água no meio, as queimas de fogos, as paradas, os dippins’ dots (sorvetes do futuro), as buscas das moedas, as lavagens de roupa no décimo andar as 3 da madrugada, os palavrões de Berna durante as montanhas russas, as músicas e os gritos de guerra, as filas, aaaah as filas, os fasts pass, as compras, o passeio de ônibus quando fomos esquecidos, os shows, a perfeição de cada brinquedo, de cada atração, de cada personagem – por falar em personagem, o Peter Pan, aaaaah Peter(!!!!), os nossos amigos gringos, os apelidos, as madrugadas em claro debatendo sobre política, aquela vista linda da janela do hotel, a tatuagem na minha cabeça (haha), os alienígenas não é Élis?! Nossas inimigas argentinas, os acontecimentos no quarto dos meninos, o nosso telejornal, o Cirque Du Soleil, as surpresas de cada parque, aquela cama perfeita do hotel, as resenhas de André, nossas músicas: “Eu quero me trepar num pé de côco(...)”, “Abre, abre, abre, abre, abre”, “Os que dão, dão(...)”, etc, etc, etc. Nossas compras, nossos showzinhos, nossa festa bombação em Miami (haha), Miami Beach e aquela “paisagem”, nossa boa e velha frase: “Relaxe aí que a coca é de refil” ou nossa grande piadinha interna: “E é pei-pei e nota 9, é nota 9 e pei-pei.” E acima de tudo, as amizades que conquistamos ali, os melhores momentos da minha vida dividido com as melhores pessoas. Enfim, não vai ser citando alguns momentos desses dias que eu vou conseguir contar o que eu vivi. Aquela viajem perfeita e inesquecível que é impossível de ser descrita em algumas linhas. Eu sei que esse texto não ficou bom, mas eu tenho a certeza de uma coisa: eu sei onde os sonhos podem mesmo se tornar realidade!
Postado por bárbara às 7:50 PM 0 comentários
quarta-feira, 15 de julho de 2009
"Que o seu afeto me afetou, é fato."
Hoje eu cometi uma injustiça. Tá, eu sou uma idiota... Não vai ser agora que eu vou cansar de falar sobre isso nos meus posts. Isso é a mais pura verdade. Enfim, não estou aqui para falar sobre isso. Estou aqui pra tentar me redimir. Em vão, talvez.
Me disseram que cada coração é como se fosse uma casa, mas que ninguém consegue sobreviver a tudo sozinho em sua própria moradia. As alegrias e as tristezas precisam ser divididas com outras pessoas e então nós precisamos bater na porta da vida de alguém pra pedir ajuda, pedir algo que não tenha na nossa casa.
O que isso tem a ver com a injustiça cometida? Na verdade, tudo! Minha casa está praticamente vazia, eu deixei todas as portas e as janelas abertas pra quem quisesse entrar. Resultado? Levaram embora quase todos os meus bens. Então apareceu alguém, com uma casa enorme, me oferecendo ajuda. E me ajudou tanto... Me ajudou a recuperar algumas as coisas que tinham levado embora. Muitas coisas, na verdade. E o que eu fiz? Invés de está lá, agradecendo pela ajuda e tentando retribuir os favores, eu fui atrás de quem tinha levado embora as coisas mais valiosas que eu tinha. Só agora eu percebi que podia reconstruir minha casa com a ajuda que tinham me dado, sem precisar ir atrás do que já não era meu. Acho que agora aquela casa grande está de portas fechadas pra mim. Devo admitir: estou precisando de um abrigo.
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mas eu tenho que respirar sem você

No mundo existem 6 bilhões de pessoas. São bilhões de possibilidades de ser feliz com alguém. Mas eu – imatura, previsível, insegura, iludida, etc etc etc – apostei todas as minhas chances de felicidade em uma única pessoa. Não que isso tenha sido um erro, porque realmente não foi, eu nunca me arrependi disso – e nem me arrependo. Mas é difícil ficar esperando pelo que nunca chega. É difícil só ficar imaginando “Onde você está? O que você está fazendo?”. Chega a ser maldade querer ver uma certa pessoa todos os dias e não ver, sonhar com um abraço que não se ganha, imaginar um sorriso que nunca foi visto. Eu sei de tudo isso com a sabedoria de quem não quer saber.
Mas chega uma hora que não é mais possível viver assim. Toda essa ausência faz falta, toda essa falta abre um vazio dentro de mim, todo esse vazio dói. E como!
Chegamos ao limite. Não vou dizer que está sendo fácil pra mim, porque realmente essa facilidade está fora do meu alcance, mas estou tentando ser forte, estou tentando superar tudo isso. Porque eu aprendi que não é certo amar ao ponto de ficar dependente à outra pessoa, isso faz mal. Porque, apesar dos momentos bons, de toda a magia que um amor verdadeiro proporciona, de todos os sorrisos, de todas as promessas e declarações ela é só uma pessoa, não o seu oxigênio. E por mais que tenha sido especial, um dia as coisas precisam mudar, talvez por apenas um momento ou, talvez, as coisas nunca mais voltem a ser como eram... Vamos deixar que o destino decida isso. É como dizem né? “O que tiver de ser, será!”
"Nenhum de nós pensou que iria acabar desse jeito. Pessoas são pessoas e algumas vezes nós mudamos de idéia, mas está me matando ver você ir depois de todo esse tempo. A música começa a tocar como no final de um triste filme, é o tipo de fim que você realmente não quer ver, porque é uma tragédia e só te deixa pra baixo. Agora eu não sei o que ser sem você por perto. E nós sabemos que nunca é simples, nunca é fácil, nunca é um momento de mudar. (...) Você é a única coisa que eu sei que conheço bem e eu não posso respirar sem você, mas eu tenho que respirar sem você. Nunca quis isso, nunca quis ver você machucado. Toda pequena colisão na estrada eu tentei desviar, mas pessoas são pessoas e algumas vezes isso não funciona. Nada que dissermos vai nos salvar da queda. (...) Espero que você saiba que não é fácil, fácil pra mim. (...) Me desculpe."
P.S.: Essa citação é da música "Breathe" de Taylor Swift. Acho que ela diz muito mais que o texto. Então obrigada Taylor por ter escrito uma música com tudo o que precisava ser dito, e obrigada a Joe Jonas por ter acabado com ela pelo telefone em alguns segundos. Isso valeu uma música perfeita, não?! haha (Estão todos rindo Barb, acredite.)
Postado por bárbara às 5:37 AM 1 comentários
sábado, 4 de julho de 2009
o lado B.

Aprendi uma vez que somos o que gostamos, sendo assim: sou músicas, sou livros, sou fotografias. Sou sábados à noite no shopping, sou madrugadas passadas na internet, sou todas as manhãs alegres no colégio. Sou lua cheia, dias frios e céu estrelado. Sou unhas vermelhas, lápis de olho e rímel. Sou sorrisos, olhares e abraços. Sou Tibau nas férias, sou primeiros e terceiros sábados do mês na Maçonaria. Sou indiretas, sou declarações, sou longas conversas. Sou sonhos, palavras de amor e contos de fadas. Sou a Ordem Internacional das Filhas de Jó. Sou família, amigos e amores platônicos. Sou romance, magia e emoção. Sou verde, lilás e cor de rosa. Sou muito mais que isso.
P.S.: Mil desculpas pelo sumiço. Eu prometo que um mês inteiro sem nenhum post não vai mais acontecer. Sério. :*
Postado por bárbara às 10:48 AM 5 comentários

